Você sabe o que são PLINTHS?

RESPIRANDO  ARQUITETURA

Vamos aqui falar uma breve explicação sobre o que são Plinths ….

Plinths nada mais é que a formulação do térreo das edificações.Esses voltados à rua , necessitam de qualidade e boa configuração melhor adequada aos usuários, ou seja, levando em consideração vivência, percurso, fluxo dos pedestres e não deixado de lado o desenho da edificação.

Não podemos enxergar a rua de maneira a ser apenas um espaço para locomoção (funcionalidade), mas sim como um espaço de experiências. Nos dias de hoje, profissionais qualificados devem propor uma reinvenção destes espaços urbanos, levando em conta todo  crescimento exacerbado das cidades, da economia, pessoas e interconectividade global. Sendo assim espaços urbanos (praças, parques, ruas…) devem nos permitir sentir sensações agradáveis , para troca de ideias (interações ) e lazer, nos quais as pessoas queiram intuitivamente passar mais tempo , associando a integração com a escala humana nas edificações/ruas e locais com maior apropriação pelos usuários. Não deixado de citar toda a “esfera pública”, onde tudo  que  é observado  ao nível dos olhos do usuário, entretanto os Plints são as áreas de maior importância.

Nas cidades podemos analisar alguns tipos situações não adequadas de Plinth, que são aqueles, como por exemplo, shoppings, edificações que priorizam veículos. Isso gera insegurança e acabam piorando estas situações, como um círculo vicioso, pois um local de insegurança terá menos fluxos de pessoas e vai causar mais insegurança e assim por diante…

Já os melhores, podemos verificar principalmente em situações de comércio, como bares, restaurantes, varejo , pois são edificações que necessitam desta atenção especial.

Nota se que os profissionais  na área de arquitetura devem atentar se mais ao desenho das edificações ( térreo ) e assim poderão qualificar melhor seu entorno, garantindo uma melhor esfera pública e ruas mais “habitaveis”

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CINEMA E ARQUITETURA

PLANEJAMENTO URBANO E REGIONAL

AS CIDADES IMAGINÁRIAS !

FILME: “METRÓPOLIS” de FRITZ LANG 1927

 

Metrópolis é um grande filme, muito relevante nos dias de hoje e com certeza para o futuro. Traz consigo teses em forma de ficção cientifica relacionada a muitos assuntos. Aqui relato o filme e minha reflexão, fazendo uma análise à arquitetura e urbanismo, sobre as questões de:  paisagem urbana, sistema de mobilidade, recursos naturais e relações socioculturais.

 

Um filme clássico, que se passa nos anos 20, entretanto possui uma incrível relação com a atualidade. E ao meu ver será cada vez mais relevante esta visão do Fritz para o futuro a qual estamos nos encaminhando.

Metrópolis é um longa-metragem que se trata de uma distopia futurística, no qual é extremamente divido entre duas classes distintas e claramente separadas, ou seja, os trabalhadores e mentores, também vistos estes como ricos e aqueles pobres. Esta segregação populacional é veemente refletida na distribuição e paisagem urbana, causando uma grande luta/revolta entre estas duas entidades, pois a elite vive na grande cidade chamada Metrópolis e a grande massa trabalhadora, vive abaixo da superfície.

  • É claramente visível nas cenas dos elevadores – meio de transporte-, com dimensionamentos grandes para suprir total demanda de pessoas que trabalham. Este é o único vínculo entre superfície e subterrâneo, ou seja, local de acesso deles. Entretanto percebe se que todos os elevadores encontram-se cheios. Aqui nota se a ficção cientifica de Fritz, trazendo claramente a realidade na qual hoje vivemos, pois a alta demanda de população que necessita de transporte público acaba se igualando à um rebanho que se move em multidão e se encontra fisicamente e mentalmente exausto. Todos os dias que necessitam percorrer um caminho, tanto para trabalho como para lazer, se deparam com a insuficiência da locomoção através de transporte público. E isso se dá muitas vezes pela carência de condução, pela falta de planejamento urbano, pelas quebras ou inexistência de conexão entre cidades (metropolitanas), e principalmente pelas falhas de gestão das cidades. ELEVADORES

A divisão existente é descrita no filme como mão e cérebro – mão: massa trabalhadora e cérebro: o governante e a alta sociedade pensadora -, e como linha divisora (também podendo ser chamado de um marco divisor) temos a superfície da terra, onde os pensadores evoluem numa “cidade brilhante” , com os edifícios em escala monumental, com vias de locomoção aéreas e alguns aviões, ocorrendo um espelhamento e um crescimento proporcional no inverso das cidades, pois quanto mais cresce a cidade Metrópole, mais cresce a cidade “subterrânea trabalhadora”.

  • A escala monumental facilmente percebível na dimensão de altura dos edifícios, mas também dentro da sala, um dos únicos ambientes mostrado dentro edifício, no qual possuem grandes vãos e com janelas envidraçadas de piso a piso, (isso é diferente do que está acontecendo hoje? Não! E é claro que suas visuais são apenas para outros inúmeros grandes edifícios, não encontra nenhuma vegetação nas cenas do filme, não há rios ou espaços para infiltração/absorção de água)metropolis2

Esta é a paisagem urbana para qual estamos nos encaminhando cada vez mais rápido, com inúmeras tecnologias avançando freneticamente, percebemos avanços e mudanças de zoneamento/uso do solo para que possamos suprir este desenvolvimento de tantas novas construções. E em muitas cidades que já se encontram com falta de solo disponível, é para esta aglomeração verticalizada que se dispõe o crescimento. Aqui deixo algumas perguntas: sabemos até que ponto podemos crescer verticalmente nossas cidades? Até que ponto essa verticalização influencia em nosso dia a dia, nosso lazer, nossa vida urbana, nossa relação com a cidade? Alguns urbanistas desenvolveram estudos de “cidades compactas” – cidades que crescem verticalmente, todavia relacionando proporções urbano/transporte/lazer – porém este período em que vivemos, torna se demasiado o crescimento, e acredito que possamos não nos dar conta e num futuro próximo nos depararmos vivendo em várias cidades “METROPOLIS”.

O filme mostra a existência de uma única casa, em contra partida ela é tomada completamente por supostas tecnologias. Com indução de portas automatizadas (se abrem e fecham sem maçanetas) e o porão as novas tecnologias do cientista.

 

RESUMO DA PAISAGEM URBANA: uma cidade construída completamente para edificações, sem referência à escala humana.

 

  • Outro ponto a ser analisado, em relação ao desenvolvimento sociocultural e a paisagem urbana, e que outra previsão do Fritz está de fato acontecendo, é a dependência das grandes cidades. A necessidade das metrópoles, dos polos econômicos, megacidades de possuir a necessidade de ser sustentada. Encontramos aqui relação e dependência mútua entre cidades.

A cidade foi fundada e é governado pelo Sr. Fredersen, logo, considerado o maior pensador da cidade. Ele não tem contato nenhum com os trabalhadores. Seu modo de comunicação e informação é através de outro funcionário, telefone e câmeras. O filho de Fredersen, acaba se envolvendo com o nível abaixo da terra e suas emoções vem à tona. Maria, uma das personagens mais importantes, “com papel duplo” prega paz e paciência. Num momento do filme ela conta a história da Torre de Babel, fazendo a comparação entre os homens que tanto trabalharam para a construção da enorme torre, mas sem saber a finalidade dela!

  • Comparando com os dias atuais, Fredersen representa os nossos governadores e podemos dizer em escala mundial, no qual presenciamos ocultismo, decisões pendentes, assuntos que são escondido do público, sendo que são estes mesmos que irão usufruir das propostas e trabalhos provenientes dos governos. É um absurdo a falta de interação entre governo/população, pois para a gestão funcionar, é preciso conhecer o problema, fazer análises, discussões, projetos e assim garantindo uma possível “melhor solução”. Há imensamente a grande falta do coração, descrito no filme, que é esta mediação entre população/governo – que faz o uso de transporte, necessita de equipamentos públicos, vivem próximas ou distantes do trabalho/educação, entre muitos outros aspectos que necessitam dessa afinidade -.

Por falta desse contato, acaba gerando a corrupção, a falta de sensibilidade das autoridades, as greves das classes trabalhadores, revoltas e outras desgraças. Quem paga por esse preço, esse caos total? NÓS, todos nós, todos os habitantes do planeta! Sem distinção.

Certamente vivemos e vamos continuar por um bom tempo vivendo neste mundo desigual, onde existe um grupo de elite com suas casas monumentais, caras e melhor localizadas, enquanto o povo trabalhador enfrenta dificuldades. Os pobres são “jogados” para as periferias como um problema, que depois é resolvido. Isso faz exatamente a relação com o filme, pois esconder favelas, problemas urbanos, ambientais para se mostrar no mundo atual da mídia como uma Cidade “perfeita”.

 

UMA DAS PRINCIPAIS MENSAGENS DO FILME:

SEM O CORAÇÃO NÃO HÁ COMO TER ENTENDIMENTO ENTRE A MÃO E A MENTE

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Espero que tenham gostado da forma como foi abordado o tema.